Buscar
Acervo RR
A Gerdau vai “desfazer” a América. O grupo pretende enxugar a operação da Gerdau Ameristeel, sua subsidiária norte-americana. Os motivos são o excesso de capacidade instalada, vis-a -vis a demanda média dos últimos anos no mercado local, e os sucessivos prejuízos da empresa. Em 2008 e 2009, as perdas acumuladas somaram mais de US$ 700 milhões. Uma das medidas em estudo é o fechamento definitivo da siderúrgica de Sand Springs, em Oklahoma, uma das mais afetadas pela crise econômica. A produção foi suspensa em meados de 2009, na ocasião com a promessa de reativação em janeiro deste ano. No entanto, o volume de encomendas projetado e a necessidade de investimentos na planta não justificaram a reabertura da usina, mesmo com os benefícios fiscais oferecidos pelo governo de Oklahoma no início do ano. Além das perdas financeiras e da baixa expectativa de recuperação dos negócios, a usina de Sand Springs tem outro inconveniente: a turbulenta relação trabalhista, leia-se o poderoso sindicato United Steel Workers. No mapa de negócios da Gerdau, Oklahoma é mais conhecida pelas constantes quedas de braço com os trabalhadores do que pelos resultados da operação. Outra usina na linha de tiro é a de Sayreville, em Nova Jersey. Em junho do ano passado, a Gerdau chegou a anunciar o fechamento temporário da unidade, mas recuou, muito em razão da pressão dos líderes sindicais e de autoridades políticas regionais. O desempenho da operação, no entanto, ainda estaria aquém das metas, aumentando as possibilidades de desativação. Aliás, Nova Jersey não traz as melhores lembranças para a Gerdau. Em setembro do ano passado, o grupo encerrou as atividades da laminadora Perth Amboy.
Todos os direitos reservados 1966-2026.