Armani espeta um alfinete em seu parceiro no Brasil - Relatório Reservado

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Armani espeta um alfinete em seu parceiro no Brasil

  • 20/09/2010
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A Armani quem diria está se tornando símbolo de deselegância. Ao menos no que diz respeito a  gestão dos seus negócios no Brasil. A grife internacional estaria forçando a barra para alterar seu figurino societário no país. Do outro lado da passarela estão os empresários Michele Nasser e André Brett, donos da holding Comelle, detentora dos direitos sobre as marcas Armani Exchange, Giorgio Armani e Empório Armani no mercado brasileiro. Os italianos estariam dispostos a mudar as regras do jogo com a bola rolando. Não obstante o contrato de cessão ainda em vigor, a intenção seria retomar a gestão de suas marcas e, consequentemente, das lojas e estabelecer uma nova estrutura acionária. O croqui envolve a criação de uma empresa, na qual a Comelle teria, no máximo, 25%. A intenção da Armani é vender uma fatia igual para fundos de private equity, como forma de capitalizar a operação brasileira. A matriz ficaria no controle, com metade das ações, e terá a administração executiva. O projeto está sendo conduzido por John Hooks, que assumiu a vice-presidência do Conselho de Administração da Giorgio Armani SpA em janeiro deste ano e hoje é o segundo executivo do grupo, abaixo apenas do próprio estilista italiano. Hooks tem se dedicado especialmente a s operações nos países emergentes, principalmente Brasil e China. A ordem é rever as parcerias locais e imprimir maior agilidade ao processo de expansão com a gestão própria. Pode ser bom para a Armani, mas, no caso do Brasil, é uma encruzilhada para a Comelle. Neste caso, a empresa não teria muita margem de escolha. Seria aceitar a saia justa costurada a  força pelos italianos em nome da permanência no capital da subsidiária brasileira ou, no limite, encarar o risco de um imbróglio jurídico. A Armani faz planos de transformar a subsidiária brasileira em um cabide de luxo, no qual vai pendurar ativos e representações em outros países nas Américas do Sul e Central. Trata-se de uma mudança na própria visão geoeconômica da grife. A partir de agora, o continente passa a ser olhado como um bloco único, no qual não há espaço para gestões descentralizadas, como é hoje o caso do Brasil. O investimento previsto para ampliação das lojas próprias da Armani Exchange no país, além da logística de distribuição de todas as marcas do grupo e a instalação de um centro de produção em São Paulo, gira em torno dos R$ 80 milhões. O número de lojas chegará a 10 neste ano, com a abertura de duas unidades na capital paulista. A meta para 2012 é atingir a marca de 20 pontos de venda.

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