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Acervo RR
Prestes a fechar a compra da Plena Transmissoras, a Cemig já prepara a munição para o próximo alvo. A mira aponta na direção da CTEEP, controlada pela colombiana ISA, dona de 90% das ações ordinárias. No quebra-cabeças que vem sendo cuidadosamente montado pela Cemig, esta é a peça que falta para a formação de um potentado na área de transmissão, superado apenas pela Eletrobrás. Somando-se a rede da Plena Transmissoras e da CTEEP, a estatal mineira passará a ter exatos 25.716 quilômetros de linhas, metade do emaranhado de cabos da holding federal. A aquisição representará também sua consolidação no mercado paulista, no qual desembarcará com a iminente incorporação dos ativos da Plena. Noves fora o prêmio de controle, a participação da ISA na CTEEP está avaliada em aproximadamente R$ 2,5 bilhões. A operação com a Cemig passaria não apenas pelo pagamento em dinheiro, mas por uma troca de ações, que desse ao grupo colombiano uma fatia minoritária no capital da Taesa. Esta última é a holding debaixo da qual a estatal mineira vem agrupando seus ativos em transmissão. A companhia tem ainda como sócio o FIP Coliseu, fundo administrado pelo Banco Modal que reúne recursos do Santander e dos fundos de pensão da gaúcha CEEE e da própria Cemig. Para todos os efeitos, a Taesa é uma empresa privada, uma vez que a companhia mineira tem uma participação inferior a 50%, o que garante maior flexibilidade para a obtenção de crédito. A compra da CTEEP envolve obrigatoriamente uma negociação entre a Cemig e o governo da Colômbia, sócio majoritário da ISA, com mais de 56% das ações. No entendimento da diretoria da estatal mineira, a proposta de troca de ações é o figurino que mais bem se encaixa com as intenções do grupo colombiano. A ISA, que pagou R$ 1,2 bilhão pelo controle da CTEEP em 2006, procura há pelo menos dois anos um sócio para dividir os investimentos da empresa. O plano estratégico da transmissora prevê aportes superiores a R$ 1 bilhão nos próximos dois anos.
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