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Acervo RR
Os executivos Martin Duisberg, Yoji Ogawa e Alexandre Hideo Yoda, triunvirato que comanda as operações do Dresdner Bank no Brasil, precisam de um GPS. O trio e os demais dirigentes da instituição estão perdidos com o tiroteio de informações conflitantes sobre o futuro do banco. O desencontro tem sido alimentado pelo próprio Commerzbank, controlador do Dresdner. Há pouco mais de duas semanas, os alemães sinalizaram aos diretores da subsidiária que a venda do banco, que se arrasta desde o início de 2009, seria sacramentada até o dia 15 deste mês. O suposto “Dia D” e chegou e nada de um novo controlador. Os alemães passaram a trabalhar com uma nova data limite: primeira semana de junho. Quem sabe? Além do canadense ScotiaBank, nos últimos dias o UBS, que comprou a Link Corretora, também teria entrado no páreo. No entanto, o Commerzbank lançou mão de um expediente pouco usual, que tumultuou ainda mais as negociações. Em meio a s conversas com os candidatos, abriu um novo road show na Europa. Ao que parece, o próprio Commerzbank é que precisa de um sistema de navegação. Nos últimos dias, para aumentar o volume deste samba do alemão doido, informações ainda mais desconexas têm chegado a sede do Dresdner Brasil, na Faria Lima. No Commerzbank, já haveria uma corrente favorável ao adiamento da operação. A linha de raciocínio é que o momento mais propício para a venda das operações no Brasil passou. O receio é que a crise financeira na Europa afete significativamente o valor do ativo. Neste caso, por mais paradoxal que possa parecer, o grupo alemão faria um aumento de capital para engordar o Dresdner Brasil e pedalaria o negócio por mais tempo, a espera de uma conjuntura mais oportuna para a negociação do controle. No escritório do banco, em São Paulo, os executivos já estão mareados com tantas idas e vindas.
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