Alberto Geyer e a montanha gigante de Plutão - Relatório Reservado

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Alberto Geyer e a montanha gigante de Plutão

  • 25/05/2010
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O empresário Alberto Geyer, que presidiu a Unipar e, mais recentemente, quase mandou para o espaço o acordo entre a Quattor e a Braskem, agora só quer saber de astros e nebulosas. Geyer está debruçado sobre um inusitado e pretensioso projeto mil anos-luz distante da petroquímica: um método supostamente pioneiro de captação e processamento de imagens de corpos celestiais, baseado na combinação de três programas de computação. O sistema promete uma revolução na astrofotografia. Uma pequena amostra está disponível no seguinte endereço eletrônico: http://www.tedxsudeste.com.br/2010/desafio-tedxsudeste-alberto-geyer/. Trata-se de um vídeo postado na home page do TEDx Sudeste, versão brasileira do TED (Technology, Entertainment, Design), evento realizado anualmente nos Estados Unidos em que cada palestrante tem 20 minutos para apresentar uma ideia capaz de mudar o mundo. Alberto Geyer precisou apenas de dois minutos. Esta é a duração do vídeo em que o próprio empresário faz as vezes de garoto-propaganda do novo método de se olhar as estrelas. Com uma expressão de outro mundo, Geyer desfia as maravilhas do sistema, segundo ele mesmo diz, desenvolvido a partir do “escrutínio abrangente de todos os programas de processamento disponíveis”. Durante a didática apresentação, são exibidas cenas do aplicativo capaz de substituir imagens captadas pelos satélites “que orbitam os gigantes gasosos”. Geyer sugere que a novo técnica tornará prescindível o lançamento de foguetes com sondas para a obtenção de imagens cósmicas, processo demorado uma vez que os satélites demoram até dez anos para chegar a seu destino e enviar as fotografias. Do reclame comercial, depreende-se que as imagens poderão ser captadas da Terra e processadas graças ao inovador sistema. O projeto é tão alucinante, quase estrambótico, que das duas uma: ou Alberto Geyer é um Einstein da astrofotografia ou, então, pirou de vez. O programa já teria sido responsável por um furo internacional. É o que garante Geyer no vídeo. Em 2009, imagens captadas da Terra e processadas com o novo aplicativo teriam mostrado, pela primeira vez, a montanha gigante de Plutão, uma formação com cerca de 400 quilômetros de altura que só algum tempo depois viria a se tornar “uma descoberta de repercussão mundial”. Em tempo: Alberto Geyer já começa a formar uma legião de fãs, brasileiros orgulhosos de sua descoberta. Vide os comentários postados pelos internautas que assistiram ao vídeo. “A Nasa gasta milhões de dólares para fotografar enviando foguetes e satélites. Esse brasileiro fez fotos e descobertas incríveis. Parabéns, Alberto Geyer”, diz Oscar de Faria. “Achei fantástico. Acredito que muitos mitos serão desvendados com esta descoberta”, postou Simone Savassi. Não sem motivos, Alberto Geyer está nas nuvens.

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