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Acervo RR
Três anos após a compra da mineira Empa Engenharia, a nau do grupo Teixeira Duarte vai atracar de vez no Brasil. O conglomerado português ? uma hidra de sete cabeças com negócios em hotelaria, indústria de alimentos, concessões rodoviárias, construção e incorporação imobiliária e energia ? pretende anunciar até agosto a abertura de uma subsidiária no país. O grupo pretende investir cerca de US$ 400 milhões em recursos próprios nos próximos dois anos. Somando-se financiamentos já em negociação com instituições financeiras da Europa, a cifra poderá chegar a quase US$ 800 milhões. Logo na partida, a bússola dos portugueses aponta em duas direções: o setor imobiliário e a área de infraestrutura. Em relação ao mercado imobiliário, há conversas com os patrícios do Grupo Espírito Santo para investimentos conjuntos no Brasil, tanto em hotelaria quanto no segmento residencial. Neste caso, o Teixeira Duarte pretende criar do zero ou comprar uma participação em uma incorporadora voltada ao segmento de imóveis para a baixa renda. A estratégia do grupo prevê ainda acordos operacionais com construtoras especializadas em habitação popular. Um dos alvos é a Living, controlada pela Cyrela. Em outro front, o Teixeira Duarte é candidato a compra de participações em concessões rodoviárias. Por meio da Empa, os portugueses já estão presentes em um negócio relativamente pequeno: a concessionária Tebe, que administra 156 quilômetros de estradas em São Paulo. Os portugueses pretendem também ampliar consideravelmente seus investimentos em energia, notadamente geração a partir de fontes renováveis. A própria Empa já está envolvida em projetos para a construção de PCHs com capacidade somada em torno de 150 MW. A investida no Brasil faz parte de uma guinada geoestratégica do Teixeira Duarte. A crise europeia e, em especial, a retração econômica em Portugal têm feito o grupo buscar novas fronteiras. Projeções otimistas dos portugueses indicam que, em até três anos, o Brasil poderá ser responsável por quase metade do faturamento total do grupo, que ficou em 1,3 bilhão de euros em 2009.
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