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Acervo RR
No canto do cisne da gestão de Sergio Rosa, surgiu um novo capítulo no contencioso entre a Previ e a Celesc. O discurso conciliador de Derly da Anunciação, secretário de Comunicação do Governo de Santa Catarina, que assumiu a presidência do Conselho de Administração da estatal, não corresponde a realidade dos fatos. Anunciação já percebeu que a convivência com o fundo de pensão será tensa. A Previ, que se absteve na eleição do novo presidente do Conselho, realizada há cerca de duas semanas, já começou a pressão para que Anunciação mantenha o programa de redução de custos da Celesc, aprovado pela estatal. A Previ, dona de 14,5% da Celesc, está envolvida em uma longa briga jurídica com o governo de Santa Catarina em busca de maior poder na Celesc. Não tem, portanto, a menor intenção de facilitar a vida de Derly da Anunciação. A pressão da fundação pelo corte de custos é um teste de fogo capaz de incinerar as relações entre o ex-secretário e a base eleitoral que o levou ao Conselho de Administração da empresa. Em parte, Anunciação deve sua eleição a pressão exercida pelo sindicato dos trabalhadores da Celesc contra o investidor Lírio Parisotto. Um dos principais acionistas individuais da companhia, Parisotto ensaiou sua candidatura ao comando do Conselho, mas recuou diante da barricada armada pelos sindicalistas. Anunciação está entre a cruz e a espada. Se seguir a cartilha do programa de redução de custos da Celesc, vai comprar briga com os trabalhadores. Entre outras medidas, há a possibilidade de um novo PDV e de um drástico corte no número de funcionários terceirizados.
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