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Acervo RR
Um dos principais conglomerados do agronegócio no país, o Grupo Vanguarda prepara seu IPO. Controlada pelo empresário Otaviano Pivetta, a companhia fatura aproximadamente R$ 1 bilhão por ano, tem 11 fazendas e atua no cultivo de milho, soja e algodão e na produção de alimentos industrializados e biodiesel. A abertura de capital da Vanguarda deve ser creditada na conta de André Esteves. Sócio da empresa desde 2008, quando comprou 10% das ações, o Pactual tem insistido na emissão de ações há praticamente um ano ? não por coincidência, o período em que Esteves voltou ao comando da instituição. Com a operação, o banco pretende deixar uma porta aberta para a sua futura saída do capital ? e, de quebra, acrescentar alguns milhões de dólares a sua posição no ranking dos IPOs no Brasil. A disposição do Grupo Vanguarda de fazer seu IPO confirma a crescente influência do Pactual na empresa. A pequena participação societária do banco não reflete seu peso. A instituição ganhou mais importância após a crise econômica mundial. No ano passado, por conta da estiagem de crédito no mercado, a Vanguarda teria enfrentado problemas para a renovação de algumas de suas linhas de financiamento. A redução do crédito freou o ritmo de expansão do grupo, sobretudo na ampliação da produção agrícola ? entre 1998 e 2007, a área plantada cresceu, em média, 35% por ano. O passivo chegou a marca de US$ 130 milhões ? 75% referentes a dívidas de curto prazo. Além do aporte de US$ 68 milhões para a compra da participação acionária, o Pactual auxiliou a Vanguarda na obtenção de recursos no mercado. No início do ano, o grupo anunciou o lançamento de US$ 200 milhões com o objetivo de saldar dívidas de curto prazo e pagar seus fornecedores.
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