Gazola é uma panela cheia de problemas - Relatório Reservado

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Gazola é uma panela cheia de problemas

  • 22/04/2010
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A decisão da CVM de suspender os negócios com ações da Gazola, anunciada na última sexta-feira, é apenas o pelo do coelho. A tortuosa relação com o mercado e o atraso de mais de um ano na divulgação dos balanços representam somente a parcela mais visível dos problemas da companhia. O grupo gaúcho, que produz de implementos rodoviários a utilidades domésticas, está com a produção devagar, quase parando. A situação agravou-se após a crise econômica. Nos últimos meses, algumas linhas de produção do complexo industrial de Caxias do Sul (RS) estariam operando quase que exclusivamente em cima de encomendas prévias. A Gazola convive também com um passivo crescente. Em setembro de 2008, data do último demonstrativo financeiro apresentado ao mercado, a empresa acumulava uma dívida superior a R$ 50 milhões para um patrimônio negativo de R$ 77 milhões. A Gazola está a s voltas ainda com problemas administrativos e desencontros entre executivos e os sócios controladores ? o acionista majoritário é o empresário Lincoln Reginaldo Costa. O diretor financeiro e de RI, Marco Antonio Bertelli, estaria se desligando da empresa. Sua rotina recente tem sido atender a telefonemas de credores e também de acionistas questionando o atraso na divulgação dos balanços. A longa estiagem na apresentação dos demonstrativos seria consequência do descumprimento do contrato com a empresa de consultoria. Uma das possibilidades da Gazola seria fazer caixa com a venda de alguns negócios, como a divisão de utensílios domésticos ? leia-se panelas e travessas. A Tramontina teria demonstrado interesse pelo ativo, mas as dívidas e problemas operacionais falaram mais alto. A fábrica de utensílios de Caxias de Sul é vista como obsoleta e requer uma farta dose de investimentos.

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