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Acervo RR
Dois meses após concluir a aquisição mundial da Cadbury, por US$ 19,5 bilhões, a Kraft Foods vai apresentar seu cartão de visitas a subsidiária da companhia inglesa no Brasil. As notícias, como de praxe em caso de fusões e aquisições, não são exatamente as melhores. A fábrica de biscoitos da Cadbury em Bauru (SP), herdada na operação, deverá ser fechada. Parte dos equipamentos e dos funcionários será transferida para a unidade da Kraft em Piracicaba (SP). O grupo pretende cortar cerca de 10% do seu efetivo no país, que passou de 7,5 mil para quase dez mil trabalhadores com a incorporação dos ativos da Cadbury. A reestruturação será comandada por Marcos Grasso, ex-presidente da Cadbury na América do Sul e recém-nomeado para o comando da Kraft no Brasil. O escritório central da Cadbury, hoje em São Paulo, será transferido para Curitiba, QG da norte-americana Kraft Foods no Brasil. Com a mudança, quase metade dos cargos de alta gerência e direção da companhia inglesa no país deverá ser eliminada. A guilhotina, embora isso não sirva de consolo a s vítimas, não é exclusividade do Brasil. Logo após a compra da Cadbury, a Kraft Foods lançou um programa mundial de cortes de US$ 1 bilhão em apenas um ano. Nem tudo é espinho na transição entre as duas empresas no país. A Kraft Foods pretende colocar a subsidiária brasileira na linha de frente para o lançamento de produtos com as marcas da Cadbury, que serão preservadas.
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