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Acervo RR
O mítico investidor inglês Guy Saxton, considerado um Midas da City londrina, resolveu colocar o Brasil no radar de seus negócios, após, pelo menos, dois anos de observação da performance de companhias nacionais na Bovespa. Virá ao país neste mês com o intuito de comprar o controle de empresas de transmissão e distribuição de energia elétrica. O perfil é o de companhias em consolidação, com ativos novos e que no business plan esteja incluída a compra de novas concessões neste e nos próximos cinco anos. Saxton trará ao país o fundo Stonehenge Capital Limited, com carteira de um bilhão de libras esterlinas e composto basicamente de pessoas físicas. Em todos os casos, as empresas compradas serão consolidadas com outras do mesmo mercado. Após o processo de engorda, a nova companhia terá o capital aberto na Bolsa de Londres. O investidor já tem dois parceiros locais, um do Paraná e outro de Goiás; este último com trânsito livre no governo federal. Saxton já foi apresentado ao comando de várias estatais, incluindo Furnas e Eletrobras, e deverá anunciar até o fim de outubro sua primeira aquisição. O Brasil será a base de negócios do Stonehenge Capital Limited na AméricaLatina. Os aportes na região, a maior parte no país, deverão consumir até um terço da carteira do fundo. A composição do equity para a compra dos ativos não terá exclusivamente recursos do fundo, já que os planos contemplam operações financeiras de mercado e financiamento de bancos de fomento nacionais e estrangeiros. O apetite de Guy Saxton pode ser medido por suas assertivas nas conversações com parceiros locais: pretende rivalizar com as espanholas Elecnor, Cymi Holding e Cobra Instalaciones na compra de ativos de transmissão de energia elétrica. Trata-se de um respeitável benchmarking, já que os grupos ibéricos figuram entre os players agressivos na compra de ativos nessa área. Nos planos de Guy Saxton, o mercado brasileiro será o maior beneficiado com investimentos do fundo fora da Europa. A entrada do Stonehenge Capital Limited será ainda uma espécie de chancela para outros fundos de perfil semelhante fazerem a sua estreia no Brasil. O nível alto de exigência do fundo é um padrão de referência no mercado londrino.
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