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Acervo RR
A Bridgestone vai investir R$ 70 milhões no Brasil. A maior parte dos recursos será usada na modernização da fábrica de Santo André, no desenvolvimento de produtos e em investimentos na área de logística. O aporte é consequência da rápida recuperação do setor automotivo nacional, sobretudo se comparado aos efeitos da crise mundial sobre outros mercados. Apesar do banho de loja, a fábrica de Santo André será uma espécie de estepe para a Bridgestone no Brasil. Ficará limitada a produtos menos nobres do portfólio da empresa. Mesmo com os investimentos, a unidade do ABC ainda não afastou os riscos de desativação que pairam sobre ela há pelo menos dois anos. Trata-se de uma fábrica relativamente obsoleta, para não falar das sempre tensas relações trabalhistas na região. A produção dos novos pneus desenvolvidos pela Bridgestone no Brasil será concentrada em Camaçari, onde está uma das mais modernas linhas de produção do grupo em todo o mundo. E o que é melhor: onde estão também os expressivos benefícios fiscais concedidos pelo governador Jacques Wagner. Os humores da Bridgestone no Brasil contrastam com o momento vivido pelo grupo em âmbito global. A companhia japonesa está em meio a uma complexa reestruturação, com cortes de investimento, ajustes na produção e demissões. A razia se concentra, em maior escala, nos Estados Unidos e em países do Leste Europeu.
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