Previ faz retrofit no modelo de venda de Sauípe - Relatório Reservado

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Previ faz retrofit no modelo de venda de Sauípe

  • 3/02/2010
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É mais fácil nevar na Bahia do que a Previ encontrar uma solução para Sauípe. Após uma sequência de frustradas tentativas de venda do controle – a última delas para o grupo espanhol Quail – a fundação mudou, pela enésima vez, o modelo de negociação do complexo hoteleiro. O “retrofit” no formato de venda leva a assinatura da Angra Partners, que, desde o ano passado, procura, em vão, um comprador para a empresa. A ideia é encontrar um novo operador hoteleiro para Sauípe. O pagamento do contrato de administração será feito não apenas em dinheiro, calculado com base no faturamento obtido, mas também na cessão de stock options, que serão vinculadas aos resultados financeiros. A intenção da Previ é diluir sua participação no capital, repassando gradativamente suas ações ao novo operador do resort, de forma que ele assuma o controle da Sauípe S/A em até três anos. A fundação topa tudo para se livrar do negócio. Além do pagamento de uma comissão sobre a receita e da transferência de ações, a Previ se compromete a não ter ingerência sobre a administração do complexo hoteleiro. Antes do acordo, vai desembolsar cerca de R$ 30 milhões na modernização e ampliação das instalações. Mais do que isso, só mesmo se entregar Sauípe de graça e ainda der de brinde ao “comprador” uma Bollinger 1962. A Angra Partners tem rodado um bocado em busca de um operador para Sauípe dentro desta nova configuração de negócio. Conversa é o que não falta. A lista inclui a espanhola Iberostar e a portuguesa Vila Galé. A expectativa da Angra Partners é que as duas empresas apresentem uma oferta formal até março. Quem corre por fora é a jamaicana Superclubs, que já administra um dos hotéis em Sauípe e é eterna candidata a assumir integralmente o resort. Além de grupos hoteleiros, a Angra Partners vem mantendo contatos com investidores financeiros, como o Gávea, de Armínio Fraga, e um private equity ligado ao Santander. Neste caso, a negociação teria um desvio em relação a  nova proposta formatada pela Previ. Caberia a um destes fundos se associar a um operador hoteleiro.

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