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Acervo RR
O norte-americano Samuel Zell pretende reunir sob o mesmo teto suas inúmeras casas no Brasil. O projeto passa pela criação de uma holding que congregará os investimentos da Equity International no país, hoje dispersos em vários fundos de participações. A empresa nasceria com o mais diversificado portfólio do mercado imobiliário brasileiro. Teria um colar com participações em uma construtora habitacional (Gafisa/Tenda), uma administradora de shoppings (BR Malls), uma empresa de edificações industriais (Bracor), além de um braço financeiro (Brazilian Finance & Real Estate/BFRE). Em tempo: Zell prepara-se para entrar no segmento de propriedades agrícolas. Está em negociações com duas companhias do setor no país. Contabilizando-se apenas os atuais investimentos de Sam Zell no Brasil, logo na partida esta nova holding teria participação acionária em companhias que somam cerca de R$ 5 bilhões de faturamento por ano. Um passo mais do que natural seria o IPO desta empresa-mãe. Ela chegaria ao mercado de capitais com o atrativo de ser o braço de participações de Zell no Brasil. Este modelo permitiria a Equity International valorizar ainda mais seus ativos no país, pensando, inclusive, mais a frente, já com vistas a futura fase de desinvestimento, como manda o ciclo biológico de qualquer private equity. Sam Zell aposta também na sinergia e complementariedade operacional de negócios aparentemente estanques. Não por acaso, desde que chegou ao Brasil, ele vem comprando participações em empresas dos mais díspares setores do mercado imobiliário. Zell quer se valer da sua condição de elo societário para estimular a aproximação e a realização de projetos conjuntos entre as empresas nas quais tem participação. Em um exercício hipotético, Gafisa e BR Malls poderiam se unir para erguer um grande complexo imobiliário conjugando prédios residenciais e shopping center. O fato de ser acionista minoritário de Gafisa, Bracor, BR Malls e BFRE não chega a ser um impeditivo aos planos de Samuel Zell. Por meio de seus fundos, a Equity International mantém posição de destaque na composição societária de todas as empresas em que investe no Brasil. Na BR Malls, é o principal acionista individual, com cerca de 15%. Ocupa posição semelhante na Gafisa, mesmo com a recente venda de um lote de 4% das ações ordinárias. Na BFRE, começou com 12% do capital e, em apenas três meses, já aumentou sua presença mais de 20%. Estas participações garantem ao investidor norte-americano influência na gestão e na estratégia destas empresas. Na Gafisa, por exemplo, a presidência do Conselho está nas mãos de Gary Garrabrant, diretor-presidente e co-fundador da Equity International.
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