NTT DoCoMo retorna ao Brasil ao som da Banda H - Relatório Reservado

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NTT DoCoMo retorna ao Brasil ao som da Banda H

  • 25/02/2010
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Seis anos após deixar o capital da antiga Tele Sudeste, o embrião da Vivo, a NTT DoCoMo está de volta ao Brasil. A empresa montou um escritório em São Paulo. Nos próximos meses, vai contratar um executivo brasileiro para comandar a nova subsidiária. No mês passado, dois executivos japoneses desembarcaram no país para acompanhar o processo de licitação da telefonia celular de terceira geração (3G) na chamada Banda H. O leilão, previsto para abril, é o grande alvo da companhia no país. A NTT já saiu em busca de parceiros para a empreitada. Neste trabalho, contaria com os préstimos do ex-presidente da Anatel e hoje consultor Renato Guerreiro. A NTT não tem boas lembranças de sua primeira passagem pelo Brasil. Na Tele Sudeste, foi mera coadjuvante da Telefónica. Eclipsada pelos espanhóis, não conseguiu fazer da operação trampolim para outros investimentos no país, como previa seu projeto original. Desta vez, a NTT promete voltar bem mais preparada para a briga. Já garantiu junto a um pool de bancos japoneses cerca de R$ 2,5 bilhões para investimentos no Brasil. A NTT já mapeou quem deverá ser seu principal adversário nos leilões da Banda H. Suas armas estão voltadas na direção da Nextel, candidata declarada a  licitação das novas frequências de 3G. O duelo promete ser quente. Escaldada pela sua frustrada participação nos leilões de 3G em 2007, quando foi extremamente conservadora em suas propostas financeiras, a Nextel vai entrar na disputa pela Banda H com a faca entre os dentes. A empresa trata as novas licenças como fundamentais para expandir sua base de clientes e aumentar a oferta de serviços. O embate entre as duas empresas não deverá ficar restrito ao leilão da Banda H. A Nextel é uma espécie de musa inspiradora da NTT DoCoMo em seu retorno ao Brasil. Os japoneses pretendem concorrer na mesma faixa de mercado da operadora, com ênfase na prestação de serviço para corporações e no varejo para as classes A, B e C. A estratégia é oferecer inicialmente o serviço fora do eixo Rio-São Paulo e explorar regiões com grande potencial de expansão, como Bahia, Pernambuco, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Brasília. O objetivo é ganhar musculatura financeira e experiência para, aos poucos, entrar nos mercados mais disputados do país.

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