Al Khaleej Sugar refina seus investimentos no Brasil - Relatório Reservado

Acervo RR

Al Khaleej Sugar refina seus investimentos no Brasil

  • 4/01/2010
    • Share

O Al Khaleej Sugar, de Dubai, vai fincar raízes no Brasil. O grupo pretende montar uma operação agroindustrial verticalizada, que incluirá a compra de terras para a plantação de cana, a produção de álcool e açúcar e a montagem de uma estrutura própria de logística. Os investimentos deverão chegar a US$ 600 milhões nos próximos dois anos. O Al Khaleej – que já compra quase dois milhões de toneladas de açúcar no Brasil por ano – esbanja apetite. Está disposto a construir usinas próprias e a adquirir ativos no país. Uma das empresas na mira do grupo é a trading Crystalsev. A porta de entrada vislumbrada pelos árabes é a compra da participação da Santelisa Vale, dona de 72% da companhia. A Louis Dreyfus, nova controladora da Santelisa, não tem interesse em permanecer no negócio. O Al Khaleej teria a dura missão de reinventar e praticamente salvar a Crystalsev. A empresa parece caminhar para a extinção. Está negociando dois terminais portuários em São Paulo, sua participação em uma usina de açúcar na Síria e em uma unidade de desidratação de álcool no Caribe. Os demais sócios – as usinas Moema e Mandu, a Pioneiros Bioenergia e a Paraíso Bioenergia – não parecem dispostas a colocar mais dinheiro na companhia. Não obstante a atual situação de desmanche da Crystalsev, o Al Khaleej enxerga valor estratégico na empresa por conta da rede de distribuição que ela ainda mantém no exterior. Os planos do Al Khaleej preveem a compra de terras no Centro-Oeste e a construção de uma usina na região. O grupo estuda ainda a instalação de outra planta sucroalcooleira, desta vez em São Paulo. O projeto está orçado em US$ 300 milhões. A maior parte da produção será destinada ao Oriente Médio. A chegada ao Brasil marcará a entrada dos árabes no mercado de etanol. Hoje, sua operação está restrita ao refino de açúcar – o Al Khaleej é responsável por 2,5% da produção mundial. Nos últimos 15 anos, o grupo duplicou sua capacidade. Hoje, produz cerca de cinco mil toneladas de açúcar por dia.

Leia Também

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima