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Acervo RR
O RR – Negócios & Finanças consultou o “Darth Vader das bolsas”, que se esconde sob o monograma “RS”. Habituado a interpretar sinais vindos das mais diversas galáxias ? Nova York, Londres, Hong Kong, Tóquio, São Paulo etc. ? o Lorde Negro do mercado de ações prevê dias de trevas. A seguir, algumas considerações do nosso oráculo sideral. Que a força esteja conosco. q Os dois grandes crashes das bolsas ? 1929 e 1987 ? aconteceram em outubro. O que isso quer dizer? Darth Vader não sabe, mas a fenestra ilação já começa a aparecer na própria imprensa norte-americana. q A tendência de longo prazo segue indefinida. Já a de médio prazo não é nada alvissareira: Nova York, Tóquio, Londres, Frankfurt, Hong Kong e Paris já estão em queda. O império da baixa contra-ataca. q O “Fator Obama” está funcionando. As grandes corretoras, Goldman Sachs, Merrill Lynch e Morgan Stanley, tratadas como uma espécie de Darth Sidious da crise de 2008, estão cedendo lugar para bancos como Deutsche e JP Morgan. Não por coincidência, as cotações especulativas das bolsas estão perdendo força. q Investidores estão fugindo do mercado e, como reza a lógica, as ações ficam cada vez mais baratas. Para alegria dos value funds e horror dos hedge funds. Os fundos de ações norte-americanos já perderam US$ 33 bilhões só neste ano. A boa notícia é que os PLs estão caindo. Se a famigerada crise em “W” não vingar, os preços ficarão extremamente convidativos. Basta sobreviver. q Nos 17 meses de alta do mercado desde março de 2009, os fundos de ações norte-americanos tiveram resgates líquidos em 10 destes meses. O que isso significa? Nosso “Darth Vader das bolsas” não tem dúvidas. Com sua voz metálica e o tom habitualmente assustador, afirma que a segunda parte desta alta, entre julho e outubro de 2009, foi mera especulação turbinada pelo dinheiro fácil dos Tesouros dos Estados Unidos e das nações europeias. Resumo da guerra nas estrelas: grafistas, economistas, analistas, corretores, administradores, consultores, jornalistas e comentaristas ficam sem ter o que fazer a não ser tentar salvar seus empregos. E os investidores? Estes oscilam de eufóricos a apavorados, de contentes a raivosos. Melhor chamar os Jedi.
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