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Acervo RR
A compra da Plena Transmissoras, um negócio de mais de US$ 1,5 bilhão, é apenas a ponta do iceberg. Os planos da estatal chinesa State Grid Corporation para o Brasil vão além do setor de transmissão de energia. A empresa mira na área de telecomunicações e em construção pesada. O grande projeto já em pauta é a montagem de uma operação de banda larga usando como plataforma a rede de cabos da Plena. São mais de três mil quilômetros. A intenção dos chineses é atrair para o negócio empresas de telefonia do país, seja na posição de acionistas, seja como usuárias da estrutura da Plena. Os interesses da State Grid no Brasil são sortidos e não necessariamente harmônicos entre si. Em outro pólo, a empresa pretende participar de grandes projetos de engenharia civil, desde a instalação de usinas hidrelétricas até a construção de estádios para a Copa de 2014. Traz a reboque a garantia de financiamento de bancos chineses. Executivos da companhia vêm mantendo contatos com empreiteiras nacionais. A conversa mais recente se deu com a Andrade Gutierrez. A empreiteira participa de Belo Monte e está presente em alguns dos consórcios envolvidos nas licitações para a construção de arenas esportivas.
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