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Acervo RR
A Brasil Beauté, empresa que reúne investidores norte-americanos e brasileiros, vai precisar de muito patchouli, âmbar e sândalo para melhorar as fragrâncias operacionais da recém-comprada agua de Cheiro. Para os novos acionistas, a gestão do ex-controlador, o empresário mineiro Henrique Alves Pinto, não espalhou os melhores aromas pela companhia. Um dos problemas já identificados é o excesso de lojas vis-a -vis a rentabilidade alcançada. Nos últimos dois anos, a agua de Cheiro imprimiu um ritmo feérico de abertura de pontos de venda por meio de franquias. Hoje, são mais de 900 estabelecimentos. No entanto, esta estratégia teria resultado em um grau de sobreposição de lojas acima do razoável, o que contribuiu para aumentar o número de unidades deficitárias. A Brasil Beauté vai ter de quebrar alguns destes frascos. O rápido crescimento da rede de distribuição provocou efeitos colaterais. Desde o início do ano passado, a agua de Cheiro estaria enfrentando periodicamente problemas no suprimento das lojas. Em períodos de pico das vendas, a fábrica de Lagoa Santa (MG) não tem dado vazão a s encomendas. Com o fechamento de algumas lojas, portanto, a Brasil Beauté resolveria dois problemas, tirando do caminho as unidades pouco rentáveis ou deficitárias e reduzindo os gargalos na distribuição.
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