Seca americana garante liquidez da Dupont no Brasil - Relatório Reservado

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Seca americana garante liquidez da Dupont no Brasil

  • 1/03/2013
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Parafraseando o ex-governador da Bahia Juracy Magalhães, o que é ruim para os Estados Unidos é ótimo para o Brasil. Que o digam os executivos da Dupont no país. Por dever de ofício, todos batem tambor pelo avesso, na expectativa de que a seca em algumas das principais regiões produtoras de milho nos Estados Unidos perdure um pouco mais. Os efeitos da estiagem caíram dos céus para a subsidiária, que tem aumentado substancialmente sua rentabilidade com o aumento das exportações do produto para o mercado norte-americano. Ou seja: o que é aridez para a Dupont nos Estados Unidos tornou-se um oásis para a Dupont no Brasil. O cenário é ainda mais positivo pelo crescente uso do milho na fabricação de etanol nos Estados Unidos. Antes que alguém pense que a apreciação da operação brasileira é um fenômeno passageiro, que se dissipará com a melhoria das condições climáticas no lado de cima da América, é bom frisar que a Dupont decidiu acelerar seu programa de investimentos no país. O Brasil é visto hoje pelos norte-americanos como a sua mais bem costurada rede de segurança entre todas as operações no exterior. Segundo fontes ligadas a  empresa, os investimentos nos próximos dois anos chegarão a  casa dos US$ 250 milhões, o maior do grupo fora dos Estados Unidos. A Pioneer, subsidiária da Dupont responsável pela produção de sementes, vai tirar do arquivomorto a construção de sua quinta fábrica no Brasil, projeto que estava em hibernação com a crise financeira global. No momento, o estado de Tocantins lidera a disputa para receber o novo complexo industrial. O governo local já ofereceu um terreno, obras de infraestrutura e vantagens fiscais. Só falta um cafuné. A Pioneer já tem duas unidades processadoras de milho no Rio Grande do Sul e outras duas em Goiás. Com a nova fábrica, terá capacidade para a produção de dez milhões de sacas do cereal por ano. A expectativa dos norte-americanos é que seu market share no país passe de 30% para quase 40% até 2015. De acordo com as mesmas fontes, os norte-americanos planejam também a aquisição de fabricantes de sementes no Brasil. No caso específico do milho, a previsão da empresa é que o produto passe a representar 20% do faturamento no país em dois anos, duplicando a atual fatia. Neste ano, o grupo deverá ter uma receita superior a R$ 3,2 bilhões no Brasil.

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