Brasil trafega na contramão da Audi - Relatório Reservado

Acervo RR

Brasil trafega na contramão da Audi

  • 29/01/2013
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O clima de comemorações pelos recordes de venda da Audi em quase todo o mundo não está sendo compartilhado pela filial brasileira. A subsidiária fechou 2012 abaixo das expectativas. Por uma matemática linear, nove doze avos da responsabilidade teriam de ir para o colo de Paulo Sergio Kakinoff, que comandou a empresa até setembro, quando voou para a Gol. Mas, como nesse caso, não cabe missa de corpo ausente, a conta caiu no colo de Leandro Radomille, no cargo há quatro meses. Procurada pelo RR, a Audi admitiu que 2012 foi um “um ano dos mais difíceis para todo o setor de veículos importados”. A empresa esclareceu que, entre as marcas importantes de luxo, foi aquela “que teve menor queda de vendas – 9%”. Dia sim e outro também, Radomille tem sido cobrado pelos alemães, que querem uma rápida resposta, leia-se um significativo aumento das vendas ainda neste semestre. A situação é ainda mais delicada pelo contexto que cerca a marcha a ré nas vendas. O desempenho da subsidiária nos próximos meses será determinante na decisão da Audi de retomar ou não a produção no Brasil. O projeto vinha sendo tocado por Kakinoff, executivo que sempre desfrutou de grande prestígio junto ao board da montadora. No entanto, o investimento perdeu velocidade nos últimos meses.

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