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Acervo RR
Daí a Agrenco tirar o pé do atoleiro em que se encontra há mais de quatro anos ainda vai uma distância enorme. Porém, os acionistas da empresa tiveram um raro sopro de esperança de dias melhores. A Justiça determinou que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) permita o cadastramento da empresa. Na prática, significa dizer que a Agrenco poderá vender energia no mercado sem a apresentação obrigatória de Certidões Negativas de Débito. Trata-se de um impulso para que a companhia, enfim, retome a produção de biodiesel e reative suas unidades de cogeração no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas a pergunta que não quer calar é “Quem paga?”. Em recuperação judicial desde 2008, a Agrenco leva sobre os ombros uma dívida de longo prazo de R$ 1,5 bilhão, para um patrimônio líquido negativo de R$ 1,2 bilhão, segundo o último balanço enviado a CVM. A empresa sabe que dificilmente conseguirá retomar a produção sem novos sócios. O trabalho de busca de investidores foi entregue a consultoria INTL FC Stone. Ao mesmo tempo, a empresa tenta fazer algum dinheiro dentro de casa. Com a decisão favorável da Justiça, acelerou o processo de avaliação de seus ativos, com vistas a venda de algumas das operações.
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