Buscar
Acervo RR
Alguém no JP Morgan não gosta do JP Morgan. E tampouco de argentinos. Não se sabe muito bem por quê, mas, nos últimos dias, o Relatório Reservado tem recebido repetidas correspondências apócrifas, com críticas a crescente presença de executivos portenhos em alguns dos principais cargos do banco no Brasil. O que mais chama a atenção é que todas as cartas foram enviadas em envelopes timbrados do próprio JP Morgan. Atualmente, sete importantes unidades de negócios do JP Morgan Brasil estão nas mãos de conterrâneos de Cristina Kirchner: as áreas corporativa, de investimentos, de produtos de cash e tesouraria, de renda fixa, de crédito legal, de compliance e de tecnologia e controladoria. Esta última, aliás, duplicou a densidade demográfica portenha: é dirigida por um dueto de executivos egressos do país vizinho. Certamente, os norteamericanos têm seus critérios de meritocracia, que passam ao largo de motivações pátrias. Isso, no entanto, não impede que sua política de contratações e promoções venha causando melindres entre os executivos brasileiros. A reação, aliás, ultrapassou as fronteiras do banco. A inconfidência já chegou ao Banco Central. A autoridade monetária também tem recebido missivas recheadas de queixumes, reclamações e intrigas. Consultado, o JP Morgan não quis se pronunciar.
Todos os direitos reservados 1966-2026.