Dilma quer um "Funaro de aço" para o lugar de Guido Mantega - Relatório Reservado

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Dilma quer um “Funaro de aço” para o lugar de Guido Mantega

  • 12/12/2012
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Deu no New York Times que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi demitido? Ainda não, mas já, já notícias como essa sairão na imprensa norte-americana. Um ex-banqueiro com participações em empresas de infraestrutura voltou de Nova York nesta semana e contou que a pergunta predominante entre os jornalistas com quem conversou foi o timing para o desembarque de Mantega do cargo. Segundo a mesma fonte, as apostas nos Estados Unidos são de que o futuro ungido será um empresário. Há uma percepção de que Dilma Rousseff precisa de um “Funaro”. O esforço do governo em tomar medidas contracíclicas e desesperadamente dirigidas a  otimização das expectativas empresariais tem dado com os burros n’água. Não que a política econômica de Dilma esteja no caminho errado. O busílis é que todo o ativismo oficial vocalizado através de Mantega tende a se tornar gélido logo após o seu comunicado. Nas últimas semanas, entre medidas de desoneração, ampliação de incentivo fiscal, anabolização do crédito e pacotes de fomento setorial, foi quase um anúncio por dia. E a reação, nula. Parece até que o episódio da quebra do Lehman Brothers foi no Brasil. É incrível, porque todos os fundamentos econômicos do país encontram-se de pé. Não há qualquer motivo concreto para sinalização de crise. Alguns departamentos bancários insistem que a exceção seria um forte risco de aumento da inadimplência no próximo ano, o que levaria a uma situação de alta do desemprego, redução das vendas e dificuldades bancárias. Por enquanto, mais parece o desejo de aves agourentas. A presidente encontrase em uma situação delicada. Dilma é leal a Mantega e não tolera ver seu poder contestado. A reação a  matéria da The Economist, que demitiu por conta própria o ministro da Fazenda, deixou a presidente possessa. Mas, no Planalto, é certo que se está apenas contando favas. O “Funaro” da vez seria o empresário Jorge Gerdau – ver RR edição nº 4.474. Seria uma das raras vezes em que um ministro da Fazenda teria em sua gestão a companhia de um “primeiro- ministro”, leia-se o atual secretário executivo da Pasta, Nelson Barbosa. Caberia a Barbosa a política macroeconômica e o relacionamento com as Fazendas estaduais e municipais. Gerdau nadaria de braçadas na sua praia, divulgando medidas para um choque de competitividade na economia e estímulo a investimentos. Espera-se que, com ele, repita-se o mesmo carnaval realizado pelos empresários por ocasião da nomeação de Delfim Netto como ministro da Fazenda. Na época, Delfim bradou: “Preparem seus tratores, colheitadeiras, arados e o que mais for. Vamos crescer”. Se for nomeado, Gerdau já tem a frase final do discurso de posse.

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