A bipolaridade estratégica da Cenibra - Relatório Reservado

Acervo RR

A bipolaridade estratégica da Cenibra

  • 6/11/2012
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Afinal, quantas Cenibras existem? Os próprios executivos da empresa têm feito esta pergunta diante dos indícios de bipolaridade corporativa. Recentemente,o presidente da companhia, Paulo Brant, anunciou que a fabricante de celulose havia retomado o projeto de duplicação da planta industrial de Belo Oriente (MG).Ao que tudo indica, ele personifica a fase hiperativa e eufórica da Cenibra.No outro extremo, no entanto, predomina a anedonia estratégica do Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development(JBP), consórcio controlador da empresa. Segundou ma fonte ligada a  Cenibra,os japoneses não estão dispostos a tirar do papel um empreendimento de quase US$ 2 bilhões- a começar pela Oji Paper,uma das principais acionistas. A JBP só deverá reavaliar o projeto em2013 ou até mesmo 2014.Procurada pelo RR, a Cenibra não quis se pronunciar sobre o assunto. A duplicação da fábrica da Cenibra é um dos projetos mais empoeirados da indústria brasileira de celulose. Pelo menos uma geração inteira de eucaliptos, cujo ciclo é de sete anos, já ouviu falar do investimento.Cada novo anúncio é a antessala do respectivo adiamento. Neste momento,segundo a fonte do RR, a prioridade dos japoneses não é gastar.O que eles mais querem é encher o cofre, aproveitando-se do impacto positivo da desvalorização do real sobre o faturamento da Cenibra. As vendas da empresa estão quase integralmente indexadas ao dólar – mais de 90% da produção são exportados, a maior parte para o próprio Japão.

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