Sinopec elege indústria naval como novo combustível no Brasil - Relatório Reservado

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Sinopec elege indústria naval como novo combustível no Brasil

  • 16/10/2012
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Um grupo de executivos da Sinopec, uma das maiores petroleiras da asia, desfilou discretamente por Brasília na última semana de setembro. O ponto alto do tour foi o contato com o ministro Edison Lobão. Segundo uma fonte de altíssima octanagem do Ministério de Minas e Energia, os chineses sinalizaram a disposição de investir cerca de US$ 2 bilhões no país ao longo de 2013. Estes recursos serão repartidos entre duas “Sinopecs”. De um lado, a empresa vai ampliar exponencialmente seus investimentos em exploração e produção de petróleo e gás, que ficarão concentrados na Repsol Sinopec – associação com o grupo espanhol; do outro, os asiáticos estão decididos a entrar em um novo segmento de atuação no Brasil: a construção naval. Além do negócio per si, trata-se de um movimento estratégico. A companhia pretende garantir, domesticamente, suprimento de plataformas e navios para suas atividades em E&P no Brasil. O projeto dos chineses passa pela compra de uma participação em um grande estaleiro no país. De acordo com a mesma fonte, a Sinopec estaria mantendo contatos com a Keppel Fels, de Cingapura, controladora do Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). Procurada, a Sinopec do Brasil declarou não ter informações sobre os novos projetos do grupo. Já a Brasfels negou a venda de uma participação para os chineses. Até agora, a Sinopec tem ostentado números superlativos no Brasil. Já investiu por aqui mais de US$ 9 bilhões. Deste total, cerca de US$ 7 bilhões foram desembolsados na compra de 40% da Repsol Brasil, há dois anos. Um dos principais negócios da dobradinha é o bloco BMC- 33, na Bacia de Campos, com reservas estimadas em 700 milhões de barris de petróleo. O interesse no Brasfels corrobora que a intenção da Sinopec é expandir suas operações no Brasil mediante associações, como no caso da parceria com a Repsol. O estaleiro tem atributos que atiçam o apetite dos chineses. Tratase de uma planta nova, dotada de moderna tecnologia. A empresa ainda carrega uma carteira de aproximadamente US$ 6 bilhões em encomendas.

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