Burger King corta na carne antes de fermentar seu pão - Relatório Reservado

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Burger King corta na carne antes de fermentar seu pão

  • 28/09/2012
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Bernardo Hees, CEO mundial do Burger King, leva em uma das mãos o fermento e, na outra, uma faca bem afiada. Hees está colocando os últimos temperos no maior plano de expansão da rede de fast food no Brasil, que será executado a partir de 2013. O projeto prevê a duplicação do número de restaurantes nos próximos dois anos. Em contrapartida, os investimentos serão acompanhados de uma temporada de lágrimas. Segundo informações filtradas junto a  Burger King Brasil, a subsidiária não escapará do rigoroso programa de cortes implementado por Hees nos Estados Unidos e em outros países, notadamente na América Latina. A lâmina vai rasgar fundo. Até porque a própria ampliação da rede no Brasil está condicionada ao enxugamento da estrutura de custos. Para a direção do grupo, os antigos acionistas da BGK, máster franqueada da bandeira no país, incharam a empresa – e, o que é pior, sem uma rentabilidade capaz de suportar o excesso de peso. Procurado, o Burger King informou que “não comenta especulações de mercado”. Ressalte-se que a preocupação com o enxugamento de custos também está associada a uma série de medidas que vêm sendo adotadas pelo Burger King para melhorar sua percepção junto a acionistas e investidores e consequentemente alavancar seu valuation. Na visão dos acionistas controladores, o valor de mercado da empresa está subapreciado. Não por acaso, a redução de custos tornou-se uma das principais bandeiras da gestão de Hees. De acordo com o executivo de um banco de investimentos norte-americano, o presidente do Burger King tem batido quase que obsessivamente nesta tecla em eventos com analistas em Nova York. No caso do Brasil, quem sobreviver a  borrasca assistirá a um frenético processo de abertura de lojas. A meta para 2013 é inaugurar 15 restaurantes por mês. Na era pré-Jorge Paulo Lemann, a empresa levava, em média, seis meses para chegar a este número. Neste ritmo, o Burger King passará das 460 lojas no fim de 2014 – hoje são aproximadamente 240. Parte expressiva dos investimentos será aportada pela Vinci Partners, dona da BK Brasil. Esta última incorporou a antiga BGK Brasil, holding controlada pelo empresário Luiz Eduardo Batalha, responsável pela partida da operação da rede de fast food no país.

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