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Acervo RR
Tarso Genro mexeu no fundo do porão do Palácio Piratini. Vai retomar um projeto que seus antecessores tentaram levantar e acabaram empurrando para o arquivo- morto: a venda de parte do capital da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A diferença, nada sutil, está no modelo da operação. Em vez da privatização, Tarso pretende ofertar, no máximo, 49% das ações. A rede que será jogada pelo governo gaúcho é grande. A ideia é pescar tanto um grupo privado do setor de saneamento quanto fundos de investimento. Como contrapartida a manutenção do controle estatal, Tarso Genro acena com um acordo de acionistas que garantirá aos novos sócios participação na gestão, com direito a nomeação de diretores e poder de veto sobre decisões estratégicas. Procurada, a Corsan negou a venda de ações. No entanto, segundo fontes do próprio Palácio Piratini, o governo gaúcho já tem, inclusive, uma estima de arrecadação com a operação: algo em torno de R$ 1 bilhão. Tarso Genro joga suas fichas na tese de que a falta de ativos de peso sobre o balcão do setor aumentará o interesse de empresas privadas pela concessionária gaúcha. Parte dos recursos amealhados com a venda das ações será reinvestida na própria estatal, notadamente no aumento da rede de distribuição de água e tratamento de esgoto nas cidades do interior.
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