Paulo Bernardo corta os fios no comando da Telebras - Relatório Reservado

Acervo RR

Paulo Bernardo corta os fios no comando da Telebras

  • 5/09/2012
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São cada vez mais estreitas as paredes entre as quais caminha o presidente da Telebras, Caio Bonilha. A reestruturação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), anunciada na semana passada, deverá ser a senha para o governo colocar no gancho o atual comandante da estatal. A fritura seria comandada diretamente pelo próprio Paulo Bernardo e pelo secretário executivo da Pasta, Cezar Alvarez – personagem com notória influência no setor e conexão direta com a presidente Dilma Rousseff. Bonilha estaria sofrendo um gradativo processo de esvaziamento, que se intensificou justamente durante a elaboração do chamado “PNBL 2”. Segundo uma alta fonte do Ministério das Comunicações, o executivo teria sido alijado de boa parte das discussões, não obstante a Telebras ser responsável pela execução do projeto. Em Brasília, há quem diga que sobrou para Caio Bonilha o figurino de bode expiatório dos problemas em torno do Plano Nacional de Banda Larga. Pode ser. No entanto, de acordo com informações filtradas junto ao Ministério, existe um crescente desgaste no relacionamento entre Paulo Bernardo e Cezar Alvarez e o presidente da Telebras. A dupla todo-poderosa joga na conta de Bonilha grande parcela da responsabilidade pela demora na execução do PNBL. A crítica vai além do plano. No Ministério, o que se diz é que o presidente da Telebras não conseguiu imprimir o devido ritmo nos mais importantes projetos da estatal. Foi o caso, por exemplo, do plano de internet em banda larga para pequenas e médias empresas de quase 150 cidades no país. O lançamento da operação teria sido feito com um atraso de três meses. Caio Bonilha assumiu a presidência da Telebras, há pouco mais de um ano, com a melhor das credenciais. Foi indicado diretamente por Dilma Rousseff. No entanto, além das questões referentes ao PNBL, outros fatores ajudaram a minar sua posição. Um deles seriam as constantes articulações políticas do executivo na tentativa de aumentar o orçamento da estatal, que sofreu expressivos cortes neste ano. Também pesa contra Bonilha a conturbada coabitação com os demais executivos da empresa. Esta teria sido uma das razões para a saída de Vilmar Pereira da Silva, que acaba de deixar a nevrálgica diretoria técnico-operacional. Procurada pelo RR, a Telebras comunicou “não ter qualquer informação sobre a saída de Caio Bonilha”. Com relação ao PNBL, esclareceu que “se trata de um programa desenvolvido pelo Ministério das Comunicações, cabendo a  empresa prover infraestrutura para a sua viabilização”. Sobre o PNBL 2, a Telebras garantiu que Bonilha teve reuniões com Paulo Bernardo para tratar do assunto

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