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Acervo RR
Um dos nomes mais controversos da indústria farmacêutica nacional deve sair de cena. Segundo uma fonte próxima ao empresário, Ildeu de Oliveira Magalhães estaria procurando um comprador para o laboratório Hipolabor. Nos últimos tempos, a companhia esteve no centro de alguns episódios rumorosos. No ano passado, a Anvisa suspendeu por determinado período as vendas de alguns remédios da empresa. Quase na mesma época, em uma ação comandada pelo Ministério Público-MG, Magalhães chegou a ser preso por suspeita de falsificação de medicamentos. Neste ano, mais problemas. A Anvisa abriu auditoria para averiguar os pedidos de licença de medicamentos feitos pela empresa a própria Vigilância Sanitária entre 2007 e 2010. No mesmo período, espocaram no noticiário denúncias envolvendo o Hipolabor e o hoje governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, quando este era diretor da Anvisa. Nos últimos dois anos, o Hipolabor despertou o interesse de alguns grandes grupos internacionais. Um deles teria sido o laboratório japonês Takeda. Agora, no entanto, diante de tantos problemas, imagina-se que Magalhães terá dificuldades para vender a empresa caso leve o negócio adiante. Além do impacto intangível, por conta do inevitável desgaste de sua imagem, as sucessivas polêmicas afetaram o desempenho da empresa. Nos seus tempos áureos, o Hipolabor faturou mais de R$ 300 milhões. Segundo informações filtradas junto a própria empresa, a receita deste ano deve girar em torno dos R$ 100 milhões. Procurada pelo RR, a Hipolabor negou a venda do controle. Assegurou que não tem qualquer medicamento com comercialização proibida. Esclareceu ainda que, em 16 de julho, a Anvisa publicou a recertificação das boas práticas de fabricação para todas as linhas da empresa. A Hipolabor garantiu ainda que não houve acusação formal do Ministério Público- MG sobre falsificação de medicamentos.
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