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Acervo RR
A parceria no campo de Peregrino, no norte fluminense, foi apenas um aquecimento. A Statoil e a Sinochem preparam-se para mergulhar em águas bem mais profundas. Segundo um executivo ligado a empresa norueguesa no Brasil, a dupla negocia uma associação. As conversas envolvem a criação de uma joint venture onde seriam pendurados os seis blocos controlados pela Statoil no país e a própria operação de Peregrino, da qual o grupo nórdico detém 60% e a estatal chinesa, 40%. A participação de 10% da Sinochem em cinco blocos no Espírito Santo, uma parceria com a francesa Perenco, não vai entrar na joint venture. O controle da nova empresa deverá ser repartido meio a meio. Procurada pelo RR, a Statoil declarou que “não confirma esses rumores”. Já a Sinochem não se pronunciou. Statoil e Sinochem enxergam a associação como uma simbiose perfeita. Segundo o RR apurou, a constituição da joint venture não envolverá desembolso financeiro, mas apenas aporte de ativos. Com isso, os chineses, que já investiram mais de US$ 8 bilhões no país, desembarcarão em seis novos blocos sem colocar a mão no bolso. A Statoil, por sua vez, ganhará um parceiro de peso para dividir a fatura dos investimentos já programados nestes campos. O orçamento previsto até 2015 beira os US$ 10 bilhões. A dupla mira também a próxima licitação da ANP, que deverá ocorrer apenas em 2013 – a agência aguarda a aprovação da lei dos royalties para marcar os leilões. De acordo com a mesma fonte, só a Sinochem já reservou algo em torno de US$ 5 bilhões para a compra de novos blocos no Brasil. A grande aposta da Statoil e da Sinochem no Brasil é o campo de Peregrino. A produção local caminha para atingir a marca de cem mil barris por dia. Estudos recentes indicam que as reservas na região superam a casa dos 150 milhões de barris.
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