Buscar
Acervo RR
Os ministros da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e de Minas e Energia, Edison Lobão. O motivo são os planos do governo de criar uma agência reguladora para a área nuclear, projeto que está mantido mesmo após a decisão de cancelamento da construção de novas usinas atômicas, a exceção de Angra 3. Raupp busca apoio político para que a entidade fique embaixo do Ministério de Ciência e Tecnologia. O argumento é que a nova agência assumirá funções hoje desempenhadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que está pendurada no cabide de Raupp. Edison Lobão, no entanto, tem usado seu poder no governo para assegurar que a agência se abrigue sob a marquise de Minas e Energia. Ele alega que o órgão regulador não pode ficar na mesma estrutura em que estão o CNEN e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que têm responsabilidades sobre a exploração e o processo de enriquecimento do urânio. Nesta disputa, Lobão não joga apenas por si, mas, também, pelo time, leia-se o PMDB. Caso venha a sair do ministério para concorrer a presidência do Senado, os louros da vitória na queda de braço cairão no colo do seu substituto, que dificilmente deixará de sair das fileiras do partido. Quem assegurar o mando de campo sobre a nova agência terá poder de influência sobre um importante projeto em estudo no Planalto. O governo pretende fechar uma associação com um grupo internacional, que permita acelerar o processo de produção de pastilhas de urânio em escala comercial e incluir o Brasil no country club global desse mercado. Há conversações com a francesa Areva – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 4.406.
Todos os direitos reservados 1966-2026.