Segafredo reserva uma xícara para o Café Cacique - Relatório Reservado

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Segafredo reserva uma xícara para o Café Cacique

  • 1/08/2012
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A Segafredo Zanetti chegou a uma encruzilhada no Brasil. Os próprios italianos consideram que é hora de mostrar ao mercado o sabor e a temperatura dos seus planos no país. Segundo informações filtradas junto a  própria empresa, a torrefadora trabalha com dois cenários: fazer uma aquisição que confirme seu apetite em relação ao Brasil ou permanecer na mão com uma xícara de café morno, leia-se um market share estacionado nos 5% e o risco de ser engolida por outras companhias do setor. Por ora, a Segafredo Zanetti tenta avançar na primeira hipótese. Negocia a compra do Café Cacique, quinto maior produtor brasileiro. Se consumada, esta tem tudo para ser uma das maiores operações já feitas na indústria brasileira de torrefação. Segundo uma fonte ligada ao grupo italiano, o negócio poderá passar dos R$ 400 milhões. A Cacique, uma das últimas grandes torrefadoras de capital nacional, é controlada pelos herdeiros do fundador, Horácio Sabino Coimbra. No ano passado, faturou cerca de R$ 560 milhões. Do lado dos italianos, as tratativas estariam sendo conduzidas pela própria matriz. Procurada pelo RR, a Cacique negou as negociações. Por sua vez, a Segafredo Zanetti Brasil, informou “não ter conhecimento sobre este fato”. A Cacique é uma das poucas torrefadoras nacionais capaz de fazer diferença no ranking. A aquisição permitiria a  Segafredo chegar aos 10% de participação no mercado. A olho nu, pode parecer pouco. Mas, em um setor extremamente pulverizado, duplicar o volume de café no bule representaria um salto bastante expressivo em relação a  concorrência. A empresa passaria a ter, por exemplo, praticamente a metade da participação da líder do mercado, a Sara Lee, com cerca de 22%. Ressalte-se que o Brasil é hoje a prioridade da Segrafredo fora da Itália. Os italianos têm como meta crescer, em média, 15% por ano até 2015.

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