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Acervo RR
A decisão da Anatel de suspender a venda de novos aparelhos da TIM, Oi e Claro dividiu o governo, inclusive o Palácio do Planalto. A própria Dilma Rousseff, cujas ideias são um monólito, já pensou de forma diferente sobre o mesmo assunto. Afinal, é atestado de inteligência mudar de ideia quando os fatos se descortinam contrariamente a primeira impressão. Em um momento de crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, quando o Brasil precisa de novos investimentos e de se creditar junto aos parceiros internacionais, a chamada “Operação Palmada” pode ter sequelas bem mais graves do que a interpretação de uma reprimenda pontual da área regulatória junto a s teles. Segundo o pensamento de algumas autoridades, a impressão que fica é a de que o governo vai lançar mão da vara de marmelo toda a vez que precisar fazer os investimentos andarem. A percepção é de que a medida vai valer para todos os setores. Não se trata de deixar as operadoras fazerem o que bem entendem, mas encontrar um ponto ótimo de cobrança e punição que não crie um potencial risco sistêmico. Já pensou se, daqui para a frente, não somente as teles, mas outras empresas transnacionais se perguntarem quem será a próxima a levar palmada?
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