Brasil é um ponto quase invisível na tela da Sharp - Relatório Reservado

Acervo RR

Brasil é um ponto quase invisível na tela da Sharp

  • 26/06/2012
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“Valeu a pena voltar ao Brasil?” Esta é a pergunta interditada, que ninguém na Sharp ousa proferir, mas, certamente, ricocheteia na cabeça dos executivos da empresa. Depois de sucessivas tentativas de ressurreição pela mão de parceiros terceirizados, os próprios japoneses reassumiram o comando da operação brasileira no ano passado. No entanto, o olho do dono não tem sido suficiente para render os resultados esperados, notadamente do segmento de produtos domésticos. Os problemas se acumulam. Nos últimos meses, a companhia teria jogado suas margens de lucro no nível do mar, mas, ainda assim, sem conseguir alavancar significativamente as vendas de TVs. A receita mensal estaria praticamente estagnada desde o início do ano. A entrada no mercado de smartphones, um dos pilares da estratégia anunciada pelos asiáticos em seu retorno ao país, já foi adiada duas vezes. A decisão se deve ao alto custo de importação dos aparelhos, a  dificuldade de trabalhar com preços competitivos e a  limitada verba de marketing para dar suporte ao lançamento dos produtos. Procurada pelo RR, a Sharp não quis se pronunciar. Dentro da própria companhia, o diagnóstico é que a Sharp está presa em um redemoinho. Os fracos resultados obtidos no Brasil não têm dado aos japoneses a segurança necessária para levar adiante a estratégia de expansão do portfólio. Sem diversificação de produtos, fica difícil melhorar as vendas. Hoje, o cardápio da companhia para a área residencial está restrito a uma única linha de televisores, com oito modelos. Como consequência, a Sharp não tem conseguido ampliar sua malha de distribuição no país. Sem poder de barganha, a companhia vem suando para fechar contratos com as grandes redes varejistas. Muitas delas sequer aceitam negociar com os japoneses, tamanho o desinteresse em revender TVs da marca. Neste cenário, o que ainda tem sustentado a operação da Sharp no Brasil são as vendas para o mercado corporativo, leia-se fotocopiadoras e impressoras de grande porte

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