Coteminas borda seu monograma na Cedro Cachoeira - Relatório Reservado

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Coteminas borda seu monograma na Cedro Cachoeira

  • 25/06/2012
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O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, está tricotando com precisão cirúrgica a maior operação de M&A do grupo desde a associação com a norte-americana Springs. Desta vez, quem está do outro lado do novelo de linha é a Cedro Cachoeira, tradicional tecelagem também sediada em Minas Gerais. As conversas entre as duas empresas ocorrem desde o início do ano. No entanto, segundo um executivo que participa da costura, no mês passado a Coteminas apresentou um novo figurino para o negócio. Inicialmente, a operação ocorreria por meio de uma fusão entre a Cedro Cachoeira e a Santanense, também controlada pelos herdeiros de José de Alencar. Ambas dariam origem a uma nova empresa focada na produção de denin e brim. Agora, no entanto, Gomes da Silva propõe subir um degrau na escala societária. Ele defende a fusão da Cedro Cachoeira diretamente com a própria Coteminas, o que na prática, significaria a incorporação da primeira pela segunda. Ressalte-se que as duas companhias já mantêm laços societários. A Coteminas é dona de 18% das ordinárias e 29% do capital total da Cedro. Procurada, a Cedro Cachoeira negou a negociação. Já a Coteminas não retornou até o fechamento desta edição. A se confirmar, a associação entre as duas tecelagens mineiras dará origem a um grupo com faturamento anual acima de R$ 2,3 bilhões e 12 fábricas no Brasil. Deve-se ressaltar, no entanto, que se trata de uma negociação complexa. Josué Gomes da Silva terá de usar de toda a sua habilidade para costurar alguns fios soltos neste tecido. Uma das questões mais intrincadas é a extensa malha societária da Cedro Cachoeira. Um dos maiores desafios de Gomes da Silva será apresentar uma proposta capaz de conciliar os interesses dos mais de 40 acionistas que compõem o bloco de controle da empresa. O ponto principal é convencê-los de que a associação entre a Cedro e a Coteminas será mais vantajosa para eles do que se a operação fosse feita com a Santanense. O argumento é que, não obstante venham a ter uma participação menor no capital, os donos da Cedro passarão a ser sócios diretamente de uma das maiores indústrias têxteis das Américas e não apenas de uma subsidiária especializada em denim e brim. De acordo com informações filtradas junto a  Coteminas, Josué Gomes da Silva estaria disposto, inclusive, a colocar dinheiro sobre a mesa e pagar um razoável prêmio de controle pela incorporação da Cedro. Seria uma forma de compensar a miríade de acionistas da empresa pela redução de suas fatias societárias e, desta forma, garantir a conclusão do negócio.

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