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Acervo RR
Os cerca de 500 funcionários da Tata Consultancy Services (TCS) no Brasil se sentem como se estivessem no topo do monte Kanchenjunga, ponto mais alto da andia, com 8,5 mil metros. A oxigenação nos corredores da empresa é cada vez menor. O ar rarefeito é consequência da pressão da matriz pelo aumento dos resultados no mercado brasileiro. Nos últimos seis meses, a TCS, empresa de TI do bilionário indiano Ratan Tata, teria amargado a perda de dois importantes contratos no país. Com isso, a empresa não teria atingido a meta de crescimento de 30% em 2011. Procurada, a TCS informou que “tem total apoio da matriz e registrou um crescimento de dois dígitos em 2011”. A empresa não fez qualquer comentário sobre a perda dos contratos. O desempenho aquém do esperado foi uma das razões para a drástica mudança feita pela TCS na estrutura de comando da subsidiária brasileira. Depois de quatro presidentes em dez anos – na verdade, cinco, se for contabilizada a dupla passagem do uruguaio Cesar Castelli -, os indianos simplesmente decidiram extinguir o cargo. A direção da TCS Brasil está nas mãos do vice-presidente para a América Latina, Ankur Prakash. Ele é o principal responsável pela difícil oxigenação nas instalações da empresa no Brasil.
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