Energisa recarrega as baterias para crescer na geração - Relatório Reservado

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Energisa recarrega as baterias para crescer na geração

  • 19/06/2012
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Nem a própria família Botelho acredita no que vê. Após uma temporada no maior breu, marcada por graves problemas societários e limitações de investimento, surgiu uma luz sobre o plano de expansão da Energisa. A relação com Antônio José Carneiro, o “Bode”, sócio minoritário do grupo, vive dias menos turbulentos. Ao menos por ora, Carneiro teria desistido da venda de suas ações, equivalentes a 22% do capital ordinário. No ano passado, ele chegou a manter negociações com Cemig e Iberdrola, a  revelia dos acionistas controladores – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 4.233. Em se tratando de “Bode”, sempre é cedo para se falar em conciliação. Quem lida com ele costuma manter um pé atrás. No entanto, dentro da própria empresa, há quem acredite até na possibilidade de um entendimento entre o investidor e os controladores da Energisa, o que abriria caminho para a venda de suas ações para a própria família. O impasse societário sempre foi visto pelos Botelho como um dos principais óbices a  execução dos planos de investimento. Ao mesmo tempo, a família Botelho considera o momento mais do que propício para deflagrar uma série de aquisições. Prestes a lançar cerca de R$ 400 milhões em debêntures, a Energisa quer se aproveitar da depreciação de ativos na esteira da crise econômica, notadamente no segmento de geração. A empresa já saiu a campo. Está negociando a compra, em um só pacote, de quatro das últimas oito térmicas que ainda permanecem sob controle do Bertin – das 31 licenças adquiridas nos leilões da Aneel, o grupo já se desfez de 23. Os Botelho também estão de olho em duas usinas de biomassa localizadas na região de Barra Bonita (SP). No fim do ano passado, a Energisa já havia adquirido duas termelétricas movidas a bagaço de cana da Tonon Bioenergia. Além das aquisições, a Energisa busca fôlego para a construção de cinco parques eólicos no Rio Grande do Norte e uma PCH em Minas Gerais. Estes investimentos estão orçados em aproximadamente R$ 500 milhões. Procurada, a Energisa negou mudanças societárias e a compra das usinas do Bertin. Por sua vez, o Grupo Bertin informou que “não comenta especulações de mercado”.

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