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Acervo RR
Se é apenas mais um tufo de erva daninha só o tempo poderá dizer. Mas os acionistas da Agrenco estão tentando adubar uma nova solução para a empresa, a s voltas com um longo processo de recuperação judicial. O broto de esperança da vez atende pelo nome de Marubeni. A operação em questão envolve a venda de uma participação da Agrenco para o grupo japonês. Os sócios fundadores da companhia, a frente o empresário Antonio Iafelice, estariam dispostos a se desfazer até mesmo do controle, permanecendo no negócio com uma participação menor. Se confirmada, a chegada da Marubeni representará praticamente a ressurreição da Agrenco. O aporte de capital permitirá a retomada da produção de biodiesel nas plantas do Alto Araguaia (MT) e de Caarapó (MS). Além da injeção de recursos, caberia ao grupo nipônico garantir mercado para a venda do combustível, notadamente na asia. Procurada, a Marubeni não se pronunciou até o fechamento desta edição. O RR também entrou em contato com a Agrenco, mas não obteve retorno. Marubeni e Agrenco já se conhecem de outras colheitas. As duas empresas foram parceiras no mercado asiático. Ainda assim, o passado pouco importa diante do turbulento presente da empresa brasileira, que carrega uma dívida próxima a R$ 1,5 bilhão. A negociação depende da aprovação dos credores, que têm participação no capital. Trata-se de uma costura extremamente complexa. Nos últimos anos, a Agrenco reuniu ao seu redor uma extensa lista de credores, composta por bancos, fornecedores, notadamente de matéria-prima, e funcionários. A falta de entendimento entre eles e os acionistas fundadores foi uma das principais razões para a falta de um acordo com a Glencore, que, por longo tempo, foi candidata preferencial a compra da companhia. A trading de origem suíça, ressalte-se, continua no páreo, mas ficou algumas cabeças para trás, seja pelas dificuldades anteriores de acerto, seja pela crise econômica na Europa, que amainou seu apetite.
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