Host Hotels avança no Brasil pendurada na bandeira do Hilton - Relatório Reservado

Acervo RR

Host Hotels avança no Brasil pendurada na bandeira do Hilton

  • 19/04/2012
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A norte-americana Host Hotels & Resorts vai dar sua cota de contribuição para a redução do déficit hoteleiro no Brasil. Dois anos após fazer seu check in por estas bandas, com a compra do imóvel onde está instalado o JW Marriott, na Praia de Copacabana, a Host Hotels & Resorts está prestes a tirar da gaveta seu primeiro grande plano de investimento no país. De acordo com um executivo do setor que assessora o grupo, o desembolso nos próximos dois anos deve chegar a US$ 400 milhões. A expansão será feita tanto com a construção de novos empreendimentos quanto por meio de aquisições. Neste caso, a primeira delas já está engatilhada. A Host Hotels negocia a compra do Hilton Morumbi São Paulo. Segundo a mesma fonte, estima-se que a operação possa chegar perto dos US$ 100 milhões. Os norte-americanos estão interessados também no Hilton Belém, cujo imóvel pertence a investidores paraenses. Por trás da dupla investida existe a possibilidade de um acordo maior. A Host Hotels e o Hilton vêm mantendo conversas ainda preliminares para a criação de uma joint venture, que administraria os dois hotéis e seria responsável pela construção de um terceiro, muito provavelmente no Rio de Janeiro. Todos operariam sob a bandeira Hilton. A Host Hotels teria uma participação majoritária na associação. Procurado pelo RR, o Hilton negou a operação. A assessoria de imprensa da Host Hotels não foi encontrada. Não obstante a negativa do Hilton, a fonte ouvida pelo RR garante que as negociações vêm sendo mantidas desde o início do ano. A Host Hotels acelera o passo para montar uma rede hoteleira expressiva até a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Por outro lado, a iminente parceria vai tirar um peso das costas do Hilton, que há tempos tenta se livrar dos imóveis e se concentrar exclusivamente na administração hoteleira com sua própria marca. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas há um quebra- molas no caminho dos dois grupos, mais precisamente no que diz respeito a  transferência do Hilton Morumbi. Quando construiu o hotel, o Hilton firmou um acordo com os bancos financiadores comprometendo-se a quitar o empréstimo integralmente e de uma só vez em caso de venda do hotel. O grupo tem feito diversas gestões junto aos credores na tentativa de alterar essa cláusula. Falta-lhe moeda de troca. A única contraproposta feita até agora pelo Hilton foi a antecipação do prazo de pagamento dos empréstimos, mediante uma ajuda da própria Host Hotels.

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