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Acervo RR
O projeto de construção de uma fábrica de automóveis da marca Ssangyong no Brasil está perdendo velocidade. A Districar, subsidiária do grupo português Tricos e representante da montadora sul-coreana no país, não parece disposta a levar o empreendimento adiante, pelo menos não no modelo originalmente concebido. Sem apoio da matriz da Ssangyong, a empresa estuda outras opções para baratear o investimento, em torno de R$ 300 milhões. O mais provável é que a fábrica não seja exclusiva da marca sul-coreana. A Districar deverá aproveitar o complexo industrial para montar veículos de outras empresas sem produção no Brasil. Já há um acordo alinhavado com as chinesas Changan e Haima. Além disso, a Districar está propensa a trabalhar com o modelo de CKD, pelo qual as estruturas dos veículos são importadas prontas e apenas montadas no Brasil, o que reduzirá os custos operacionais. Procurada pelo RR, a Districar não se pronunciou até o fechamento desta edição. A brusca guinada nos planos está relacionada não apenas ao forfait dos sulcoreanos na partilha dos investimentos, mas também ao desempenho da marca no Brasil. O volume de comercialização dos veículos da Ssangyong não tem deixado a Districar segura quanto a construção da fábrica no formato original. A performance da marca ainda não justificaria o investimento. A montagem dos veículos de ponta a ponta ficaria condicionada a um aumento expressivo das vendas. No ano passado, a empresa não atingiu a meta de comercializar dez mil veículos.
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