Edir Macedo tem uma epifania no setor bancário - Relatório Reservado

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Edir Macedo tem uma epifania no setor bancário

  • 11/04/2012
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Edir Macedo prepara-se para realizar, bem debaixo dos olhos de seus fieis, o milagre da multiplicação bancária. O híbrido de líder religioso e empresário está arquitetando um duplo movimento com o objetivo de anabolizar sua operação financeira, vista pelo próprio Macedo como uma igrejinha de bairro se comparada ao porte de seus demais negócios. O primeiro passo dessa miraculosa ação seria a venda de sua participação de 40% no capital do Banco Renner. No segundo ato, Macedo criará quase que da costela do grupo sua própria instituição financeira. De acordo com um executivo próximo ao dono da Record, o empresário chegou a  conclusão de que não faz o menor sentido depositar dízimo na sacolinha alheia – leia-se a instituição da família Renner – se é possível ter um banco para chamar de seu. Seu principal objetivo – e nem poderia ser diferente – é aproveitar a potencial sinergia entre a Igreja Universal do Reino de Deus e o futuro banco. Macedo olha para seus fieis e tem uma epifania. Ele enxerga em cada seguidor da Universal um candidato mais do que natural a ser cliente do novo banco. Procurada pelo RR, a Record negou a venda da sua participação no Banco Renner. O projeto explica a pouca fé que Edir Macedo depositou no Banco Renner, desde que entrou no negócio, em 2009. Segundo fontes próximas ao empresário, ele próprio jamais se empenhou em carregar o exército de fieis da Universal para o Renner, provavelmente um indício de que já há algum tempo a ideia de criação de uma instituição própria povoava seu imaginário. Além de não precisar dividir as bênçãos de seu maior ativo, seus seguidores, com um sócio, há outra razão para Macedo exorcizar o Banco Renner do seu reino empresarial. Como investimento per si, a instituição vem se mostrando um negócio cada vez mais longe do céu. Ano a ano, o Renner tem apresentado uma performance excessivamente pálida. Seu lucro acumulado entre 2006 e 2010 não passa de R$ 18,6 milhões. Nesse período, a rentabilidade média sobre o patrimônio foi de 6,3%, índice muito inferior ao da média do mercado. A instituição também não conseguiu alavancar suas operações de crédito no ritmo desejado. A carteira do banco estaria em torno dos R$ 220 milhões.

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