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Acervo RR
A Huawei – que, nos últimos anos, tornou-se alvo de denúncias de dumping lançadas pela concorrência – passou a ser, digamos assim, uma reles mortal. Os chineses se viram obrigados a mudar bruscamente sua política comercial no Brasil. Os valores abaixo da média do mercado, que permitiram a empresa superar concorrentes com muito mais tradição tecnológica e fechar contratos com grandes operadoras de telefonia, tornaram-se página virada. Diante da crescente pressão da matriz por melhores resultados, a Huawei do Brasil está travando uma queda de braço com alguns de seus clientes. Um dos casos mais rumorosos envolve uma grande operadora de celular. Os chineses estão tentando mudar as regras do jogo com a bola rolando e aumentar o valor do contrato, sob a justificativa de gastos de manutenção de rede não previstos originalmente. As relações entre as duas companhias são cada vez mais tensas. Procurada pelo RR, a Huawei informou “estar comprometida com a criação de máximo valor para operadoras, empresas e consumidores”. Aos olhos da concorrência, a Huawei chegou ao Brasil disposta a ganhar market share a qualquer custo na venda de equipamentos e montagem de redes. Para isso, teria aberto mão de qualquer possibilidade de lucro, praticando preços abaixo da linha de cintura. Como resultado mais do que calculado, a companhia estaria operando no vermelho há mais de cinco anos, período em que conquistou seus principais contratos no país. No entanto, a realidade mudou, e a Huawei também. A empresa decidiu aumentar os preços de equipamentos e serviços para licitações de menor porte em curso no setor, igualando- se a s condições contratuais oferecidas por seus principais concorrentes.
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