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Acervo RR
A temperatura esquentou na LDC-SEV, o braço sucroalcooleiro da Louis Dreyfus. O motivo são as divergências entre os franceses e os Biagi e os Junqueira Franco, acionistas minoritários da empresa. As duas famílias querem exercer a opção de venda de suas participações, que somam cerca de 15% do capital. A preferência vence no fim de junho. As negociações se arrastam desde o fim do ano passado. Aos olhos dos Biagi e dos Junqueira Franco, a Louis Dreyfus não tem interesse na compra das ações e estaria agindo com o deliberado interesse de empurrar as conversas até o prazo final. Procurada pelo RR, a Louis Dreyfus não se pronunciou. Há um impasse jurídico. Os franceses alegam que a saída das duas famílias está atrelada ao IPO da LDCSEV, operação que, neste momento, não faz parte dos planos da multinacional. Os Biagi e os Junqueira Franco discordam. No seu entendimento, pelo contrato, os franceses têm de comprar suas participações com ou sem abertura de capital. Diante do jogo de empurra, cresce entre as duas famílias a disposição de levar o caso para a Justiça.
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