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Acervo RR
O fundo BlackRock colocou o chapéu de “dono” da BM&F Bovespa. Detentor de 5% do capital da empresa, o private equity norte-americano está buscando o apoio de outros acionistas para deslanchar um velho projeto que jamais saiu do papel: a compra de participações em outras bolsas, notadamente na América Latina. Segundo uma fonte ligada ao BlackRock, há conversações neste sentido com o Oppenheimerfunds, que também detém aproximadamente 5% da BM&F Bovespa. Trata-se de uma costura complexa, devido ao alto grau de pulverização do controle da Bolsa. Não por coincidência, BlackRock e Oppenheimerfunds são dois dos poucos acionistas com participação superior a 5% e, portanto, com maior peso para capitanear uma operação desta natureza. Na condição de um dos mais importantes acionistas, o BlackRock entende que o valor de mercado da BM&F Bovespa – e consequentemente o patrimônio de seus investidores – está depreciado por conta de um certo estado de hibernação da empresa. O fundo norte-americano parte da premissa de que ela deve fazer valer o seu tamanho na região e, enfim, tirar da gaveta o plano de ser uma consolidadora de ativos na América Latina. O fundo mira, principalmente, na compra de participações nas bolsas de Buenos Aires e Santiago. Outros alvos, de menor porte, são suas congêneres em Montevidéu e Lima.
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