Burger King do Brasil é um sanduíche dividido ao meio - Relatório Reservado

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Burger King do Brasil é um sanduíche dividido ao meio

  • 19/03/2012
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Guardadas as devidas proporções, uma velha rivalidade do mercado financeiro – Garantia vs. Pactual – está sendo reeditada no setor de fast food. Curiosamente, seus protagonistas, antes adversários ferrenhos, agora estão do mesmo lado, ao menos no papel. De acordo com informações filtradas junto ao Burger King do Brasil, as relações entre a 3G, de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, e sua sócia Vinci Partners, de Gilberto Sayão, esquentaram nas últimas semanas. O ponto de ebulição foi o movimento feito recentemente pela Vinci, que desembolsou cerca de R$ 180 milhões para comprar a BGK, maior franqueada da empresa no Brasil, com 63 lojas. No ano passado, a Vinci formou uma joint venture com a Burger King Corporation para ser a master franqueadora da marca no país. Com a compra da BGK, aumentou significativamente seu peso no negócio e, por extensão, adquiriu ainda mais poder na gestão da bandeira no mercado brasileiro. As relações entre os sócios, que já andavam em banho maria, esquentaram de vez. A Vinci tem questionado o plano estratégico da 3G, notadamente no que diz respeito a  expansão da rede. A gestora de recursos considera a meta de abrir 900 lojas em cinco anos, a um custo que pode chegar a R$ 1 bilhão, fora de propósito. Procurados, o Burger King Brasil e a Vinci não quiserem se pronunciar. Gilberto Sayão e cia. defendem números mais palatáveis, até porque uma parte significativa do dinheiro para os novos pontos sairá do caixa da Vinci. A gestora não está disposta a desembolsar um valor superior a R$ 250 milhões, aporte que originalmente caberia a  BR Partners, antiga controladora da BGK. Segundo uma fonte ligada a  Burger King do Brasil, no que depender de Sayão, um número razoável para os próximos cinco anos é de 500 inaugurações – a não ser, é claro, que a 3G queira aportar mais recursos e bancar a diferença por conta própria. De acordo com a mesma fonte, o contrato firmado no ano passado entre a Burger King Corporation, controlada pelo trio Lemann/Sicup ira/Telles, e a Vinci, gerou uma bola dividida e facilitou surgimento de atritos. O acordo não seria claro quanto a  divisão da conta para a abertura de novas lojas.

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