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Acervo RR
A Andrade Gutierrez deu a partida na montagem de um consórcio para disputar o controle da TAP. Segundo informações filtradas junto a empreiteira, os principais candidatos a parceiro são o Gávea Investimentos e o fundo norte-americano Texas Pacific Group. As negociações vêm sendo conduzidas pelo próprio presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo. O executivo é um dos principais entusiastas da ideia de que o grupo deve aproveitar a depreciação de ativos na Europa para diversificar e consolidar sua atuação internacional. Olhando apenas para Portugal, a empreiteira participou indiretamente do leilão para a compra da EDP, por meio da Cemig, e estuda entrar na licitação de concessionárias de saneamento e de terminais aeroportuários. Procurada pelo RR, a Andrade Gutierrez negou o interesse em participar da privatização da TAP – curiosamente, hipótese já confirmada publicamente pelo próprio Otávio Azevedo. A assessoria de imprensa do Gávea Investimentos informou que a empresa não “comenta nenhum tipo de assunto”. A investida sobre a TAP não deve ser vista como um lance isolado. Faz parte de um movimento estratégico da Andrade Gutierrez com o objetivo de montar uma operação verticalizada no transporte aeroviário. Para a empreiteira, a possibilidade de administrar simultaneamente concessões de aeroportos em Portugal e no Brasil aumenta as chances de atrair novos sócios. Na primeira rodada de leilões da Infraero, não obstante ter passado em branco, a Andrade Gutierrez entrou em campo com a camisa da CCR e associada a suíça Flughafen Zurich AG. Segundo o RR apurou, estão em curso negociações para que a Andrade Gutierrez arraste também a Cemig para a próxima leva de licitações no país. No caso da estatal mineira, trata-se de um movimento que pode até soar como extravagância, mas que acentuaria o plano de diversificação da empresa.
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