Polo Capital dá um banho de loja na Casa & Vídeo - Relatório Reservado

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Polo Capital dá um banho de loja na Casa & Vídeo

  • 6/02/2012
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Comprar o controle da Casa & Vídeo não foi exatamente a parte mais difícil da história. ardua mesmo será a tarefa que os novatos do varejo, Claudio Andrade e Marcos Duarte, sócios do Polo Capital, terão pela frente. A dupla está debruçada sobre um plano de reestruturação da rede varejista que deverá ser colocado na rua até março. O aporte de R$ 80 milhões e a renegociação da dívida de R$ 250 milhões foram apenas as primeiras boletas pagas pelo Polo Capital. Dona de 50,1% do capital, a gestora de recursos estima que serão necessários até R$ 300 milhões nos próximos dois anos para tirar do papel o seu plano de expansão da Casa & Vídeo. O projeto prevê o aumento do portfólio e, sobretudo, a duplicação da rede varejista até o fim de 2013 – hoje são 68 lojas. Uma das intenções seria ultrapassar as fronteiras do Rio de Janeiro e levar a bandeira para outros estados, a começar pelos vizinhos Minas Gerais e Espírito Santo. O Polo pretende fechar este ano ao menos com 100 pontos de venda. O número é emblemático. Trata-se da mesma soma de lojas que a Casa & Vídeo tinha em 2008, quando começou o seu calvário. Para colocar o plano de expansão da Casa & Vídeo na vitrine, o Pólo Capital terá de aparar algumas arestas internas. Para a própria gestora de recursos, a participação do advogado Fabio Carvalho, presidente e ex-controlador da rede varejista, no aporte de capital é uma incógnita. Barbosa, que controla 49,9% da empresa, ainda não teria sinalizado se vai colocar a mão no bolso na proporção da sua fatia no negócio. Segundo informações filtradas junto a  Polo Capital, já existem discussões em torno de possíveis alternativas de capitalização da Casa & Vídeo. Uma das hipóteses seria a busca de um novo sócio que assumiria parte das ações de Fabio Barbosa e garantiria o desembolso de uma parcela dos recursos necessários para a reestruturação da rede varejista.

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