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Acervo RR
A Cemig passou um apagador no plano estratégico da Taesa, seu braço de transmissão. A compra de 50% dos ativos da Abengoa, em dezembro passado, por mais de US$ 1 bilhão encerrou um ciclo na empresa. A busca por aquisições, que marcou a trajetória da companhia nos últimos dois anos, vai dar lugar a uma política extremamente cautelosa. As torneiras se fecham e, a partir de agora, a prioridade da Taesa em 2012 é gerar caixa para futuros investimentos. A Cemig e o Coliseu, fundo administrado pelo Banco Modal e maior acionista individual da Taesa, com quase 50% das ações, vêm negociando novas possibilidades de captação de recursos, após a bem sucedida emissão de notas promissórias de R$ 1,17 bilhão realizada no ano passado. Uma das hipóteses cogitadas é uma oferta de ações em Bolsa. Procurada pelo RR, a Cemig não se pronunciou até o fechamento desta edição. Os acionistas da concessionária de energia esperam apenas sinais de melhora no mercado financeiro para deflagrar a operação. Tanto a Cemig, dona de 48% do capital, quanto o Coliseu vão se desfazer de uma parcela de suas participações. O percentual ofertado deve girar em torno de 20%. De acordo com um executivo que acompanha de perto as conversas, a ideia é fazer uma emissão simultânea na Bovespa e em Nova York. É certo também que o fundo de investimento permanecerá como o principal acionista da Taesa. Este modelo de controle privado foi montado com o objetivo de facilitar o acesso da companhia a captação de recursos. Por vias oblíquas, a oferta de ações da Taesa terá ainda uma segunda serventia. Funcionará como uma espécie de preparativo para a futura saída do próprio Coliseu do capital da empresa. O fundo decidiu reduzir o tempo de permanência no negócio. Antes disposto a ficar por mais seis anos, deverá diminuir esse prazo para quatro anos.
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