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Acervo RR
Parece não ter fim um dos casos mais antigos de desavenças familiares na história empresarial brasileira. Frederico Axel Lundgren, apeado da vicepresidência das Casas Pernambucanas, em junho do ano passado, tem se articulado com familiares acionistas minoritários. Seu objetivo não é recuperar o cargo perdido, mas avançar um degrau acima e tomar a presidência da companhia, ocupada por sua prima Anita Louise Regina Harley. Frederico é um mar de ressentimentos porque perdeu não somente a vicepresidência como também a alternância de poder, vigente há, pelo menos, uma década, pela qual, a cada dois anos, ele era entronado no comando das Casas Pernambucanas. É verdade que o cargo não lhe conferia o poder necessário porque toda e qualquer mudança que estivesse fora do script era implacavelmente barrada por Anita, detentora, por intermédio de duas holdings, de 50% do capital da rede varejista. A perda de poder deixou Frederico fragilizado na sua missão de angariar votos no Conselho que lhe dessem influência para iniciar o projeto de expansão acelerada da companhia e também aquisições de concorrentes de menor porte. É justamente neste ponto que estaria a maior fonte de desconfiança de Anita. A empresária não quer nem ouvir falar em vender o grupo e a estratégia de Frederico seria valorizar o passe para futuras negociações com as líderes do setor
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